Olá, galerinha! Tudo bom? O poema de hoje é da Yara! Espero que vocês gostem. Por favor, não esqueçam de deixar seus comentários!

Pessoas pássaros

Segunda feira
Está quase à noite
E o que posso ouvir é só o barulho dos pássaros que posam naquela árvore no quintal da minha casa, eles preenchem aquela árvore, e depois voam...
No dia seguinte, voltam a preenchem de novo e novamente voam.
Todos os dias, na mesma hora vou até meu quintal só pra ver essa cena se repetir, todos os dias eu olho pra aquela imagem e penso...
Que aquela árvore tem algo em comum comigo...
E os pássaros são as pessoas que passam por a bagunça que chamo de vida...
Elas chegam me preenchem e vão embora.
Mas, finalmente, entendi o motivo dos pássaros não permanecerem naquela árvore, o motivo é que são livres, então voam, mas logo depois voltam, pois a árvore é o lar deles e podemos voar o mundo inteiro, mas sempre voltamos para aquilo que chamamos de lar.
Espero que um dia uma dessas "pessoas pássaros" me faça de lar e volte, espero que um dia eu seja realmente aquela árvore.


Olá, galerinha!! Como vão vocês? Eu sou a Érika e, mais uma vez, estou roubando o blog para postar algo. Enfim, espero que gostem <3.

Amélia

João era cabra valente. O filho mais velho. Sempre orgulhou seu pai. Na infância, era o sonho das garotinhas na escola. Tinha milhares de namoradinhas. Aos doze anos já virava a noite fora de casa. Pegava todas as menininhas. Era, como seu pai dizia, “um homem de verdade”. Ele não tinha essas “viadagens”.
Vivia em todas as festas. Bebia muito. Fumava de tudo. Quando foi morar só, a cada noite uma mulher passava em sua casa. Mas dizia que nunca se casaria com nenhuma daquelas “putas”.  Um dia, conheceu Amélia. Amélia que era mulher de verdade. Só dele. Só para ele. Comandada por ele. Casaram-se no dia 8 de março. Ele proibiu Amélia de trabalhar. Queria-a só pra si. Então, Amélia vivia só em casa. Cozinhando, passando e limpando para o seu amor.
Toda noite João chegava tarde. Dizia que passava muito tempo no trabalho. Amélia desconfiava. Ele tinha cheiro de cigarro e bebida barata. Mas, ela relevava. Homens podem. Homens precisam. Até porque, no final, ele sempre voltava para casa. Ela o compreendia.
Com dois anos de casados, ela engravidou. Eram gêmeos. Uma menina e um menino. Carlos e Ana. João estava tão contente. Ia ensinar ao seu filhinho como jogar futebol e, principalmente, a como ser um conquistador. E a sua filhinha, meu Deus, ia guardar para si. Ia pedir a sua esposa para ensiná-la “coisas de meninas ideais”.
Quando tinham seus 15 anos, as criancinhas se apaixonaram por poesia. Mas, João proibiu Carlos de continuar a ler aquelas coisas que ele chamou de “ de gay ou de menininha”. Três anos depois, presenteou seu filho com um carro e Ana com uma roupa de bailarina. Quando ela ousou pedir um automóvel também, seu pai gritou que mulher não tem capacidade para dirigir como um homem.
Carlos era homem, podia. Ana, não. Ana era mulher! Mulheres no volante são um perigo constante. Mas, por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher. Mulher devia ser como Amélia. Não exige. Passa. Cozinha. Lava.
Um dia Amélia se revoltou. Ana também. Queriam ser livres. Não abaixar a cabeça. Ser alguém. Queriam ter direitos iguais. Descontruindo-se. Descontruindo o machismo enraizado na alma de uma sociedade politicamente correta.


Olá, gente! Eu sou a Érika e estou invadindo mais uma vez o  Marcas Literárias para trazer um novo poema. Espero que gostem!

Descaso

Eu só quero um pouco de calma
Nesse mundo mirabolantemente extravagante
Eu quero me sentir leve
Por uns milésimos de segundos
Eu só quero sair desse estado de tensão
Constantemente alucinógeno
Parar e apenas observar
O mundo lá fora
Enquanto ainda não me sinto
Preparadamente despreparada para encará-lo
Eu quero sobrevoar por algum lugar distante
Sem tráfego ou sem o tráfico
Desses corpos que estão à deriva
De algo que não sei exatamente o que é
Eu só quero não ter um milhão de respostas
Para mesma e irritante pergunta
Eu só quero por enquanto
Deixar o acaso por descaso me levar


Olá, galerinha! Eu sou a Érika e estou passando só para alegrar o feriado de vocês com esse poema! Espero que gostem!


Florescer

Que floresça poesia
Em nossas almas
Que elas permaneçam
E se espalhem pelo nosso corpo
Que a mercê de um turbilhão de rosas
Viva e reviva cada mísero instante
Só pelo prazer de inspirar
Algumas moléculas de gases
E expirar outras mais tantas
Só pelo desejo de se dilatar
Durante um verão caloroso
E depois, contrair-se no inverno
Abraçado a alguma forma de amor
A alguma paixão
Seja pelo dia, o pôr-do-sol
Pelas estrelas, constelações
Seja pelo que há de divino
Nesta vida que transpira poeticamente



Olá, galerinha do Marcas Literárias! Eu sou a Érika e espero que vocês gostem do poeminha de hoje. Não esqueçam de deixar seus comentários! <3

84

Eu quero ter uma alma infantil
Dessas que não se perdem
A não ser pela Terra do Nunca
Eu quero ter uma alma sutil
Que é ao mesmo tempo multicolor
Que não se dispersa ao acaso
Quero pode sentir gotículas de água
Sobre meu corpo, que me molhe
As mesmas gotículas onde se refrata a luz
Formando um arco de sete cores no céu
Eu quero ouvir o canto dos pássaros
Ver o sol nascer no leste
E se pôr no oeste
Quero ver a lua que surge depois
E me perguntar o porquê do seu sorriso
Quero gargalhar como uma criança
Que se encanta pelos cantos


Olá, galerinha! Eu sou a Érika, amiga do Vinícius, e estou de volta com esta coluna. Espero que tenham uma boa leitura e não se esqueçam de deixar seus comentários <3. Tentarei postar ao menos uma vez por mês alguma crônica, poema ou qualquer coisa assim. Divirtam-se!

A princesa do ano novo

O último segundo. Até os fogos atingirem o céu e se entregarem ao confortável abraço do mar. Alguns pequenos minutos de atraso para saudar um novo ano de esperança, felicidade e amor, que deveria refletir nos olhos de qualquer um a todo instante. Ao menos durante aqueles quinze minutos de fogos de artifício. Artifícios vermelhos. Multicolores. Jogados ao céu por inteiro. Debruçados entre nuvens. Competindo por atenção com a lua amarelada no horizonte.
  
Mas, na verdade, a minha mente, meu coração, minha alma e meus olhos vacilavam e se prendiam à cena por trás da cortina fantasiosa. A ilusão que o fim de ano tem a função de trazer. Quase na porta do mar, alguns instantes antes, uma menina com cabelos cor de paixão se encontrava sozinha. Sem expressões, indecifrável.  Solitária a espera de outro ano. Talvez, mais doze indiferentes meses. O que era uma peça sem encaixe. Todos os olhares naquele lugar tinham outro para quem brilhar. Abraçar.

A solidão não muito demorou. Um grupo de jovens caminhava em sua direção. Eles tinham um destemor que poderia beirar a insensatez. O mais alto, com um casaco na cintura e um boné alaranjado para trás, abraçou a menina. O vermelho dela queimava como se ali fosse sua última chance de renascer.

Todas aquelas emoções ferviam. Enlouqueciam. Contudo, não mais que a princesinha carregada em uma pequena mãozinha parte daquele grupo. A princesa vodca preencheu os copos de cada um. Cada pequena desilusão daquelas crianças sem esperança, que provavelmente tenham percebido o meu olhar. E esse, envergonhado, retornou as suas preces de ano novo.